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Cachorra que sofria maus-tratos e foi abandonada é adotada por família

Publicado em 21 de Dec de 2016 por Luana Zanolini Comentar

Abigail foi encontrada nas ruas, abandonada, e muito machucada. A cachorra adotada sofria maus-tratos e teve que lidar com uma patinha amputada. Mas isso não impediu que a família que a socorreu desse uma nova chance a ela! Vem conhecer a história da peluda

Texto Samantha Melo | Adaptação Luana Zanolini | Fotos Arquivo Pessoal

Cachorra que sofria maus-tratos e foi abandonada é adotada por família

Mariana Paes, coordenadora de facilities, estava saindo de seu trabalho quando avistou uma cachorra abandonada dentro de uma mochila. Ao se aproximar, percebeu que ela estava muito machucada e que precisava urgentemente ir ao veterinário.

No consultório, foi detectado que Abigail – nome dado a pet – estava com fratura exposta em uma das patas da frente, tinha a bacia deslocada, um olho machucado e mais alguns cortes pelo corpo. “O veterinário apresentou duas hipóteses: atropelamento ou espancamento, mas ele apostou mesmo na segunda opção”, conta Mariana sobre o diagnóstico, que causou muito sofrimento na família. A recuperação da peluda, que lembra muito cães da raça Pinscher, foi difícil e levou um mês. Infelizmente, não foi possível salvar a pata, que teve de ser amputada. Além disso, ela perdeu quase toda a função do olho machucado. No final da internação era necessário decidir o destino da cadelinha que sofreu maus-tratos, e Mariana não hesitou em adotar a pequena, mesmo sabendo que Abigail poderia ter poucos anos de vida pela frente (sua idade foi estimada em aproximadamente 8 anos). “Era óbvio para a gente que ela teve uma vida muito sofrida. Mesmo que fossem poucos anos, me comprometi em fazer deles os melhores. Com muito amor, carinho e comida boa!”, explica.

Abigail e seu irmãozinho Fred

Já no novo lar, Abigail teve de enfrentar seus medos para interagir com o SRD Frederico, o outro cãozinho de Mariana. “Tivemos paciência, claro. Hoje eles são bem companheiros, brincam bastante e um não pode sair de casa sem o outro, caso contrário, eles choram.”

Biga (apelido carinhoso) ainda teve de aprender a se movimentar com uma pata a menos, mas mostrou como os animais são inteligentes e conseguem sobreviver mesmo com adversidades. “Também temos uma escadinha para facilitar a subida dela no sofá e em outros locais altos, mas às vezes ela nem usa e acaba pulando”, comemora a dona coruja. Outro cuidado necessário para manter a qualidade de vida da mascote é um remédio para as articulações. Contudo, o maior problema apontado por Mariana é fazer a pequena esquecer de seu passado abusivo. “Ela deve ter um passado triste, pois sente medo de vassoura, chinelo, aspirador de pó... Se a gente fala ‘vai deitar’, ela fica com medo e vai amuada para a caminha dela, mesmo que a gente nunca tenha lhe ensinado isso. Nosso outro cachorro nem tem ideia do que a expressão significa.” Para isso, eles tentam não brigar ou levantar a voz para Abigail, além de oferecerem conforto quando precisam fazer algum barulho que possa ser assustador para ela.

Agora, Biga tem um lar cheio de amor

Apesar de todos os desafios de criar um pet deficiente, a tutora garante que nunca se arrependeu da decisão tomada e que o convívio com Biga é compensador: “Eu achava que ela havia tido sorte de ganhar um lar, mas tem me ensinado tanto que agora acho que a sortuda sou eu”, finaliza.

 

Revista Meu Pet | Ed.45

 

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