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02 08

Saiba como preparar o ambiente para o cão se divertir

Publicado em 02 de Aug de 2015 por Rebecca Nogueira Comentar

Veja como preparar o ambiente ideal para seu cãozinho se divertir e distrair quando o criador não está perto

Texto Luciana Faria | Adaptação Rebecca Nogueira Cesar

Cachorro brincando

O ambiente ajuda a fazer o cachorro se distrair

Foto: Freeimages

O ambiente ajuda

Além de criar uma rotina, investir em acessórios e pequenas mudanças no espaço em que o cachorro fica é muito importante para ajudá-lo a se manter estimulado e ocupado enquanto você não pode estar com ele.

A isso é dado o nome de enriquecimento ambiental. “Enriquecer o ambiente é promover estímulos físicos e desafios mentais para o cachorro, oferecendo condições para ele expressar comportamentos naturais à espécie”, destaca o zootecnista Renato Zanetti, idealizador do centro de convivência canina Dog Solution, de São Paulo (SP). Você pode usar elementos simples e que não demandam muito espaço na casa ou no apartamento. “Pode ser uma caixa de papelão para o cachorro se esconder ou até mesmo um coco verde para ser destruído”, sugere Zanetti.

“Os elementos de enriquecimento ambiental precisam ser originais, simples, criativos e de fácil interação, sem requerer necessariamente amplos espaços”, conclui. A professora Michelle Tijurs, nossa leitora e membro do Clube Meu Pet, dá ainda mais dicas para distrair os peludos. Tutora de cinco Basset Hounds e uma StaffBull, ela faz quase tudo virar brinquedo para os pets. “Eles curtem bolas de meias, garrafas plásticas vazias e até pedaços de pano”, conta.

Vale lembrar que os itens para deixar o cão entretido durante a sua ausência devem ser diferentes daqueles que você usa para interagir com o peludo. “Os brinquedos de interação como bolinhas não devem ser deixados à vontade para o cachorro, pois, além de o cão ficar pedindo para o tutor brincar, eles perdem o valor na hora de interagir”, explica Fernanda. E, antes de oferecer qualquer item ao mascote para quando você estiver ausente, verifique que ele não causará nenhum problema. “Supervisione primeiro se o animal não se machuca nem engole partes muito grandes do objeto”, destaca a adestradora.

Treino eficaz

Outra dica é aproveitar os momentos em que o mascote for se alimentar. “Por meio da alimentação diferenciada você pode trabalhar com a atividade mental do cão. Assim como nós, eles precisam se sentir úteis, então, fazê-los se esforçar para conseguir o alimento é uma excelente maneira de demonstrar isso”, aponta Fernanda. Você pode usar comedouros-brinquedos para colocar parte da ração, por exemplo. “Eu também distribuo petiscos pela casa para que meus cães possam procurá-los”, acrescenta o adestrador e membro do Clube Meu Pet Rafael Wisneski, tutor de oito peludos. Recorrer a elementos naturais é mais um recurso válido. “O ambiente do cão deve permitir que ele aja de forma natural”, afirma o zootecnista Renato Zanetti.

Melhorar o ambiente é uma grande ajuda para o pet se distrair sozinho, no entanto, ainda assim, ele pode pedir sua atenção em um momento em que você não consiga dar. Quando isso ocorrer, a dica é ignorá-lo para que ele aprenda a distinguir as horas em que o tutor está disponível ou não. “Todo comportamento recompensado tende a aumentar e o que não é recompensado se extingue”, certifica Fernanda. Segundo a adestradora, mesmo que o cachorro insista, você deve se manter sem dar atenção a ele, caso realmente não esteja disponível. A recomendação é válida especialmente para quem trabalha em casa e precisa trazer a atmosfera profissional para dentro do próprio lar. Mantenha a persistência para não deixar o seu animal se acostumar e aprender hábitos que atrapalhem a sua rotina e o desenvolvimento dele.

Valorize o momento

Ainda com todos os estímulos dentro de casa, o cão necessita de interação e contato com o tutor. E mesmo quem passa boa parte do dia fora de casa precisa estar realmente focado no cachorro no período em que estiver interagindo com ele. “Os animais têm capacidade de percepção e sabem quando estamos nos dedicando a eles integralmente. Essa é a melhor forma de compensar o tempo em que ficamos longe. É a qualidade e não a quantidade de tempo que passamos com nosso animal que vai determinar o bem-estar dele”, finaliza Gilberto Miranda.

Revista Meu Pet | Ed. 34

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